Subestações e cabines (Grupo A): quando o projeto muda de faixa
Acima da baixa tensão o jogo muda: prazos, análise de inversão de fluxo e vistoria em até 10 dias úteis.
Quando o consumidor é atendido em média tensão (grupo A) — indústrias, comércios grandes, sistemas de minigeração — o processo deixa de ser o roteiro simples da baixa tensão. A análise é mais profunda, os prazos maiores e a documentação técnica ganha outro nível de detalhe.
O que muda de faixa
- — Vistoria em até 10 dias úteis, contra 5 dias úteis do grupo B.
- — Análise de inversão de fluxo de potência: a distribuidora avalia se a injeção na rede sobrecarrega o sistema existente.
- — Possibilidade de participação financeira do consumidor quando a conexão exige aumento de potência ou obras de reforço.
- — Com subestação ou cabine própria, entram proteções, intertravamentos e documentação adicionais no projeto.
Onde o processo trava
Os pontos críticos são coordenação de proteções entre a geração e a proteção geral da unidade, capacidade do transformador e o padrão de medição adequado à modalidade de compensação. Cada um deles exige memória de cálculo e documento específico — é justamente aí que a padronização de dossiê economiza dias.
O enquadramento (grupo A ou B), a tensão de atendimento e a necessidade de obra são definidos pela distribuidora a partir da carga declarada e da potência do sistema — vale conferir antes de montar a documentação.
Dossiê no padrão da sua distribuidora